Essa tal liberdade

Quanto mais penso no significado da palavra liberdade, mais longa é a minha viagem.
Paro, respiro, alinho meus pensamentos e começo tudo outra vez.
Isso tudo porque comecei a questionar o quão livre, de fato, realmente sou.
Que liberdade é essa que eu  e você temos?

Sempre liguei essa tal liberdade a situações externas. O poder de ir e vir, de expressar a minha opinião, de ter voz ativa, decisões, escolhas, destinos, malas prontas, recusa, aceites, o sim, o não e por aí vai.
Mas aí comecei a perceber que isso tudo era o fim; a consequência.
Uma velha mania minha de conhecer icebergs começando pela ponta.

Veja, analisar a liberdade é desprender o seu significado literal e dar um sentido tão amplo, tão mais profundo, que só pode ser potencializado por uma única pessoa; cada um de nós. Como?

Oras, não somos todos a farinha do mesmo saco – ao menos neste ponto da discussão – e muito menos estou aqui para passar uma receita, mas quando nos permitimos olhar para nós mesmos, quando assumimos o papel principal de nossas vidas e nos embrenhamos no meio dessa selva interior, começamos a perceber que as ações fim derivam de comportamentos, atitudes, visões de mundo, genética, sistemas familiares, experiências, sociedade, espiritualidade, conhecimento, etc..
Você tem consciência desse turbilhão aí dentro você?

Meu caro leitor ou leitora, sinto dizer que essa nossa liberdade já não brilha tanto.
Aquela minha foto no jornal, de cara pintada, gritando nas ruas deixou de me dar tanto prazer.

As nossas decisões e escolhas estão limitadas apenas a nós mesmos. São condicionamentos que estão embaixo das muitas camadas de cada ser. Quanta pretensão  achar que somos donos do próprio nariz. Se ainda nem compreendemos a nossa própria natureza.
Crianças do universo.

Me diga, quando foi que paramos para questionar tudo isso? Digo de uma maneira profunda. Quando foi que você se encarou?

Quando rompemos as nossas próprias barreiras e tiramos os véus que nos encobrem, começamos a exercitar os nossos sentidos em um caminho mais pleno. Isso acontece quando nos permitimos aprender, quando vibramos na frequência da humildade, entendendo que sabemos muito, mas muito pouco mesmo, sobre tudo.

Agora, observando o fim, estou aprendendo muito sobre o começo. Entendi que é ali onde reside a minha liberdade, aqui dentro, na sutileza do meu ser. Estou curtindo muito esse momento, esse presente, estou transbordando, por isso resolvi compartilhar com você.

Essa tal liberdade é mesmo muito bela!

–Lucas Pacheco Ostjen–

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