Rouco Louco

A chuva veio de mansinho e mansamente amansou a multidão
Os loucos gritaram loucamente, mas tão pouco, que continuaram na solidão
E o vazio que não enchia, se debateu em agonia
Os risos em cascatas, cortavam os rios de alegria
E tudo ficou tão louco, tão pouco, tão nada, tão só


E por segundos, alguns minutos disseram que era hora de partir
O lugar já não existia, a rota já não era mais ali
E os loucos gritaram roucamente, tão pouco, tão roucos
Dinheiros foram dados aos muitos
Senhores jogados ao mundo
A sorte joga do lado oposto
O oposto joga a sorte do outro lado
O louco não entendeu
O amigo do louco escreveu
O homem certo recitou: “Minhas tripas não têm cor”
O louco rouco tentou falar
O louco surdo disse: – Eu ouço, me diga, esta inquietude rouca é sua?
A  voz não mora na garganta
Mas quando quieta, a rouquidão pode dormir tranquila
Se desperta, é como a chuva, chega de mansinho e mansamente amansa as vozes inquietas
A sorte jogou e o                                                 oposto ficou do outro lado.

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