O Par O Par

O par nasceu, flertou com tudo e também com o nada.
O tudo disse sim mas o nada não, ele não queria nada com nada.
Ahhh vida, o que seria dela se a morte chegasse. Nada? Talvez fosse tudo.

Começo ou fim sabe se lá o que seria,
a dúvida paira enquanto a certeza fica fora da folia.
Diziam que a verdade estava aí, a convite da mentira,
mas ficou de fora, por dentro é claro que sabia.

Em outros tempos, em dias pequenos,
a noite engradeceu-se, agigantou-se, adiantou-se muito,
tanto que aos poucos o dia ficou com ciúme
o que um dia fora pequeno, agora despertara,
confiando ficar por mais tempo, até equilibrar o desequilíbrio.

O par descansa, quisera um dia ser comum,
mas sabe que assim é nada e tudo pra ele é um mais um.

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